
Se o Sr. Felipe La Féria esteve em grande na realização de "Amália, o musical", o Sr. Carlos Coelho da Silva com "Amália, o filme" não se ficou atrás.
Um filme a ver... Afinal, a "nossa" Fadista do Povo ficou conhecida internacionalmente.
Ouvi no filme um fado que não conhecia... - "Sabe-se lá."
Lá porque ando embaixo agora
Não me neguem vossa estima
Que os alcatruzes da nora
Quando chora
Não andam sempre por cima
Rir da gente ninguém pode
Se o azar nos amofina
E se Deus não nos acode
Não há roda que mais rode
Do que a roda da má sina.
Sabe-se lá
Quando a sorte é boa ou má
Sabe-se lá
Amanhã o que virá
Breve desfaz-se
Uma vida honrada e boa
Ninguém sabe, quando nasce
Pró que nasce uma pessoa.
O preciso é ser-se forte
Ser-se forte e não ter medo
Eis porque às vezes a sorte
Como a morte
Chega sempre tarde ou cedo
Ninguém foge ao seu destino
Nem para o que está guardado
Pois por um condão divino
Há quem nasça pequenino
Pra cumprir um grande fado.
Comentário de Amália Rodrigues
"Foi uma estranha forma de vida porque eu não fiz nada por ela,foi vontade de Deus, não é? "Que eu vivo nesta ansiedade, que todos os ais são meus que é tudo minha saudade, foi por vontade de Deus". Já isto fiz com trinta anos! Quer dizer já eu pressentia que tinha sido Deus que me tinha feito o destino, que me tinha marcado o destino, que me deu uma natureza para a qual eu nasci,... nasci com esta obrigação de cantar fado! Ou foi o fado que fez isto! O fado é destino, portanto deu-me este destino a mim! Quando eu morrer vão inventar muitas histórias sobre mim, se inventaram sobre a Severa e não se sabe se ela existiu, e de mim sabem concerteza que eu existi."
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